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	<title>Arquivos Tesouro Nacional -</title>
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		<title>TCU Critica Empréstimo dos Correios e Risco Fiscal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andre]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 20:01:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[empréstimo Correios]]></category>
		<category><![CDATA[garantia soberana]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Empréstimo Correios se tornou um tema central nas discussões sobre a saúde financeira da empresa e a atuação do Tesouro Nacional. O recente empréstimo de R$ 12 bilhões, garantido pelo governo, levanta sérias questões sobre a responsabilidade fiscal e a gestão de recursos públicos. Neste artigo, exploraremos as críticas do Tribunal de Contas da União&#8230;&#160;<a href="https://gaveine.com/tcu-critica-emprestimo-dos-correios-e-risco-fiscal/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">TCU Critica Empréstimo dos Correios e Risco Fiscal</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Empréstimo Correios</strong> se tornou um tema central nas discussões sobre a saúde financeira da empresa e a atuação do Tesouro Nacional.</p>
<p>O recente empréstimo de R$ 12 bilhões, garantido pelo governo, levanta sérias questões sobre a responsabilidade fiscal e a gestão de recursos públicos.</p>
<p>Neste artigo, exploraremos as críticas do Tribunal de Contas da União (TCU) à concessão dessa garantia, a grave crise enfrentada pelos Correios e as implicações da falta de uma análise rigorosa na sua reestruturação.</p>
<p>A situação atual não apenas afeta a empresa, mas também expõe a União a riscos fiscais significativos, exigindo atenção urgente das autoridades competentes.</p>
<p></strong></p>
<h2>Questionamento do TCU sobre a Garantia Soberana de R$ 12 bilhões</h2>
<p>O ministro do TCU avaliou que a garantia soberana do Tesouro aos Correios, no valor de R$ 12 bilhões, pode ferir a <u>Lei de Responsabilidade Fiscal</u> porque a União assumiu um risco relevante sem demonstrar, de forma robusta, que a estatal tem capacidade real de honrar a dívida.</p>
<p>A Corte apontou que a análise foi superficial e meramente contábil, sem exame técnico consistente sobre fluxo de caixa, premissas do plano de reestruturação e necessidade de avaliação externa.</p>
<p>Além disso, em 2023, os Correios já registravam patrimônio líquido negativo e classificação de alto risco, o que reforça a preocupação com a viabilidade do crédito.</p>
<p>Como a operação integra um plano de recuperação mais amplo, que ainda prevê novo empréstimo de R$ 7 bilhões e possível aporte federal de pelo menos R$ 6 bilhões até 2027, o TCU cobrou mais rigor para evitar que a garantia pública se transforme em passivo fiscal para a União.</p>
<h2>Análise de Capacidade de Pagamento e a Crise Histórica dos Correios</h2>
<p>O Tribunal de Contas da União apertou a fiscalização sobre os Correios ao exigir o aperfeiçoamento da análise de capacidade de pagamento antes de qualquer novo socorro financeiro.</p>
<p>A medida ganha peso porque a estatal atravessa <strong>sua pior crise histórica</strong>, com prejuízo elevado, pressão por caixa e dependência de crédito com garantia da União.</p>
<p>Em 2023, a empresa já exibiu <u>patrimônio líquido negativo</u>, sinal claro de deterioração patrimonial e de fragilidade para honrar compromissos.</p>
<p><strong>O alerta do TCU é direto</strong>: a avaliação do Tesouro Nacional foi superficial e apenas contábil, sem aprofundar premissas financeiras, riscos operacionais e viabilidade real do plano de reestruturação.</p>
<blockquote><p>Fonte: TCU e Agência Brasil</p></blockquote>
<ul>
<li>Patrimônio líquido negativo em 2023</li>
<li>Classificação de alto risco</li>
<li>Avaliação de capacidade de pagamento considerada insuficiente</li>
<li>Exposição fiscal da União em alta</li>
</ul>
<p>Além disso, o tribunal apontou que a falta de análise externa compromete a credibilidade do plano e amplia a necessidade de controle contínuo sobre os empréstimos e aportes previstos até 2027. <strong>Sem rigor técnico, o risco fiscal cresce</strong>.</p>
<h2>Falhas na Avaliação do Tesouro e o Plano de Reestruturação</h2>
<p>A avaliação do Tesouro Nacional em relação à concessão de garantia soberana para o empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios foi considerada superficial, pois se baseou em análises meramente contábeis, sem incluir uma avaliação aprofundada da real capacidade de pagamento da empresa.</p>
<p>Este empréstimo faz parte de um ousado plano de reestruturação, projetado para resgatar os Correios de sua atual crise histórica, que inclui um patrimônio líquido negativo e classificação de alto risco.</p>
<p>Além disso, a empresa busca captar mais R$ 7 bilhões, colocando em evidência a urgência de um rigoroso acompanhamento das premissas financeiras para garantir a viabilidade do plano e a segurança fiscal da União.</p>
<h2>Perigo da Falta de Avaliação Externa</h2>
<p>A ausência de avaliação externa <strong>enfraquece</strong> as premissas financeiras dos Correios, porque deixa projeções de receita, corte de custos e geração de caixa sem validação independente.</p>
<p>Assim, o plano passa a depender de números internos, mais sujeitos a otimismo excessivo e a falhas de premissas.</p>
<p>Além disso, o risco não fica restrito à estatal: com a garantia soberana, a União absorve a eventual frustração do pagamento.</p>
<p><u><strong>Sem revisão técnica externa, a viabilidade do plano perde credibilidade e amplia a exposição fiscal do governo</strong></u>.</p>
<p>O TCU alertou para esse problema ao apontar fragilidades na análise do Tesouro, considerada superficial e meramente contábil.</p>
<h2>Riscos Fiscais para a União e Mecanismos de Controle</h2>
<p>O <u><strong>risco fiscal</strong></u> nasce quando a garantia soberana transfere à União a responsabilidade final por um crédito de R$ 12 bilhões aos Correios, sem uma verificação robusta da capacidade de pagamento da estatal.</p>
<p>O TCU apontou que a análise do Tesouro foi superficial e quase só contábil, o que enfraquece a segurança jurídica e amplia a chance de a União ter de honrar a dívida.</p>
<p>Além disso, os Correios já exibiam patrimônio líquido negativo em 2023 e foram classificados como de alto risco, o que agrava a probabilidade de inadimplência e pressiona as contas públicas.</p>
<p>Nesse cenário, a falta de avaliação externa e de premissas financeiras mais realistas compromete a viabilidade do plano de reestruturação e pode transformar o socorro em passivo permanente para o governo federal.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o plano prevê que a União aporte pelo menos R$ 6 bilhões até 2027, o que exige <u><strong>controle contínuo</strong></u> sobre metas, desembolsos e resultados operacionais.</p>
<p>Para reduzir o risco de novas frustrações, o governo deverá monitorar a evolução do caixa, rever projeções de receita, acompanhar cortes de custo e exigir relatórios periódicos de execução.</p>
<p>O TCU também indicou que a ausência de mecanismos externos de validação fragiliza o processo decisório, porque impede checar se as premissas de recuperação realmente sustentam o endividamento adicional.</p>
<p>Assim, a governança precisa combinar fiscalização financeira, transparência e gatilhos de correção para evitar que a garantia da União e os aportes recorrentes ampliem a exposição fiscal até 2027.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Aporte (R$ bi)</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>2024</td>
<td>1,0</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>1,5</td>
</tr>
<tr>
<td>2026</td>
<td>1,5</td>
</tr>
<tr>
<td>2027</td>
<td>2,0</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<blockquote><p>Fonte: acórdão do TCU sobre a garantia da União ao empréstimo dos Correios e sobre o monitoramento do plano de reestruturação</p></blockquote>
<p><strong>Em suma, a concessão do empréstimo aos Correios representa um dilema fiscal para o governo.</p>
<p>A necessidade de uma gestão mais criteriosa e transparente se faz imperativa para garantir a viabilidade da reestruturação e a proteção dos interesses da União.</p>
<p></strong></p>
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